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quarta-feira, 16 de junho de 2010

Livros para uma cuca bacana

Afinal, por que ler?

Parece até que a gente sabe esta resposta... mas, no fundo, ainda temos dúvida do papel da literatura em nossas vidas

Cristiane Rogerio

 Shutterstock
Pelo peso intelectual que ela carrega, a palavra literatura muitas vezes pode causar certo “hummm, mas será que é para mim, isso?”, “humm, será que eu vou ter tempo?”, “hummmm, será que eu vou entender?”.

Uma das maravilhas que o livro infantil faz conosco é que ele quase sempre vem, digamos, acompanhado de uma criança. E, sob essa companhia, somos levados à liberdade de pegar um livro sem-saber-nada-antes. Permitimos que esta leitura nos cause espanto, emoção, surpresa, gargalhada... É uma delícia, apenas esperando ser tocada por ela.

Muitas vezes, mesmo quando somos ávidos leitores, precisamos nos perguntar por que, de fato, lemos. Pois lemos para nos “mantermos humanos”. Para conversar com nossos sentimentos, com nossas angústias e alegrias. Estou começando a leitura de A Casa Imaginária (Ed. Globo), da colombiana Yolanda Reyes, uma pesquisadora da arte de incentivar a ler. Lá, ela traz uma definição de literatura. Começa com um adendo à própria palavra: “É uma fonte de nutrição a que a criança recorre em busca de ferramentas mentais e simbólicas para organizar o fluxo dos acontecimentos e situar-se e revelar-se e decifrar-se, também ela, na cadeia temporal instaurada na linguagem. Enquanto na beira da cama o pai conta uma história de monstros ou versões de Cachinhos Dourados, Os Três Porquinhos ou de qualquer outro conto, ele apresenta pistas: umas visíveis, outras invisíveis.” Será que temos ideia do que estamos fazendo ao ler um livro com uma criança?

É muito complexa esta relação que se estabelece entre o adulto que lê e a criança que ouve, a criança que aprende a entender que o livro o papel de também conversar com ela. Yolanda continua: “Resguardado na atmosfera protetora de seu quarto, o filho ‘lê’ na voz, no rosto, nas ilustrações e nas palavras do pai que as coisas difíceis ou monstruosas podem ser designadas na linguagem cifrada do relato, sem necessidade de submeter-se a confissões incômodas que talvez nenhum dos dois tenha interesse em revelar”.

Percebem a profundidade desse momento? E dá também, por meio disso, entender como é importante começar cedo. Ou a gente adia as demonstrações de afeto pelas crianças? Ler com a criança é muito mais do que reconhecer letras e descobrir significados: mostra que a vida de todos nós é repleta de caminhos, que, como nos livros, as histórias têm começos, meios e finais, pois a vida tem seus ciclos, com nuances e escolhas. Quem não precisa conversar sobre isso?
Ricardo Fiorotto


Cristiane Rogerio é editora de Educação e Cultura da Crescer e adora se perder entre os livros.
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sexta-feira, 3 de julho de 2009

Xô gripe, sai prá lá!!

Pessoas, que medo dessa gripe, hein? Sai prá lá!!!
E o pior é que nem dá prá saber quando é a gripe nossa de todo inverno ou é a tal da gripe suína.
Daí é aquele corre, corre, alguns setores da indústria aumentam seu faturamento às custas das neuroses alheias e o circo está armado!! E as mães zelosas? Aliás, categoria na qual eu me encaixo, ficam atormentando e aterrorizando seus pobres filhos: "Menino, vai por um casaco!!!" "Põe meia criatura!!" "Vai ficar doente, olha a gripe suína!!!" Pobres almas atormentadas pelo excesso de zelo materno!!
A informação é sempre a nossa melhor aliada e por isso mesmo devemos nos informar, o portal do Ministério da Saúde disponibiliza ao público dados estatísticos-informacionais, atualizados diariamente, bem como, dicas para evitar o contágio e os procedimentos adequados após o mesmo.
Seguem algumas dicas para evitarmos o contágio desse vírus, que está cada vez mais perto; são algumas medidas gerais de prevenção e controle que devem ser adotadas para reduzir o risco de adquirir ou transmitir doenças agudas de transmissão respiratória, incluindo o novo vírus influenza A H1N1 - vulgarmente conhecido como "gripe suína":
• Higienizar as mãos com água e sabonete antes das refeições, antes de tocar os olhos, boca e nariz. E após tossir, espirrar ou usar o banheiro, na impossibilidade de lavar as mãos utilize álcool gel para realizar a higiêne;
• Evitar tocar os olhos, nariz ou boca após contato com superfícies, pois o vírus é resistente fora do organismo ;
• Proteger com lenços (preferencialmente descartáveis) a boca e nariz ao tossir ou espirrar,
para evitar disseminação;
• Indivíduos que sejam casos suspeitos ou confirmados devem evitar entrar em contato com
outras pessoas suscetíveis. Caso não seja possível, usar máscaras cirúrgicas;
• Indivíduos que sejam casos suspeitos ou confirmados devem evitar aglomerações e
ambientes fechados;
• Manter os ambientes ventilados;
• Indivíduos que sejam casos suspeitos ou confirmados devem ficar em repouso, utilizar
alimentação balanceada e aumentar a ingestão de líquidos.

Lembre-se bem da etiqueta respiratória, afinal MAMÃE JÁ DIZIA:
- Utilize lenço descartável para higiene nasal;
- Cubra nariz e boca quando espirrar ou tossir;
- Evite tocar mucosas de olhos, nariz e boca;
- Higienize as mãos após tossir ou espirrar.