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sábado, 12 de março de 2011

V COLÓQUIO WINNICOTT DE CAMPINAS

Evento imperdível em Campinas, reservem suas agendas!
Nos encontraremos lá!

V COLÓQUIO WINNICOTT DE CAMPINAS


O sonhar e o sonho em Winnicott

Data: 05 de novembro de 2011

Local: Casa Grande e Tulha

Av. Arlindo Joaquim de Lemos, 1300 - Campinas

Informações:

secretariacwsp@centrowinnicott.com.br

Telefone: (19) 3325-4653

segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

A psicanálise e a Educação


Ao tratar sobre o tema da sexualidade infantil, Freud defende que as crianças devem receber uma educação sexual assim que demonstrar um interesse sobre tal assunto. Ao contrário do que muitos pais e educadores se comportam diante de tal situação, ou seja, tentar educar as crianças com certos mitos que reprimem ainda mais o interesse sobre a sexualidade infantil.
No entanto, é válido ressaltar que no momento em que os educadores ou os pais passam a lidar com esse tipo de situação diante de uma criança, fica muito difícil saber concretizar tal aprendizado, uma vez que, por não lembrarem de sua época de infância, logo, fica praticamente impossível visualizar as verdadeiras duvidas que a criança realmente tem. Nesse contexto, qualquer explicação que os educadores proporcionar a uma criança, não vai adiantar, uma vez que, muito do que fora explicado, nada iria servir para a mentalidade infantil se o seu inconsciente não se satisfazer com tais explicações. Justamente por isso que o próprio inconsciente da criança irá gerar as suas próprias explicações sobre a sexualidade.
Nessa perspectiva, os professores devem abordar o seu conhecimento, sem resumir-se a métodos pedagógicos, pois tais métodos trilham objetivos, resultados e metodologias, uniformizando assim o aprendizado e não respeitam as estruturas inconscientes do subjetivismo. O professor deve lidar com uma sala de aula, negando todo o seu papel repressor imposto culturalmente e aceitar que cada aluno irá digerir o conhecimento proporcionado por ele de uma maneira singular, ou seja o aluno só irá aprender o que lhe fazer realmente sentido, tendo em vista as suas necessidades psicológicas.
Enfim, o profissional da educação deve ser menos repressor e aceitar que ao atuar em uma sala de aula, ele vai está diante de diferentes subjetividades, logo, os seus resultados esperados, não será de maneira alguma uniformizado. Portanto, o papel de um professor orientado psicanaliticamente é orientar os seus alunos a se ocuparem em atividades intelectuais, estimulando assim, o próprio processo de sublimação.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Espaço Transicional ou Espaço Potencial


Quer aprender um pouco mais sobre esse espaço de amor?

A partir de artigo da Prof. Ms. Beatriz Pinheiro Machado Mazzolini, podemos começar a decifrar o espaço transicional ou potencial, de acordo com Winnicott.
 
Winnicott construiu uma teoria do desenvolvimento emocional que amplia as áreas do viver humano em três. Além de considerar os mundos interno e externo, considera uma terceira área, intermediária de experimentação, localizada entre a subjetividade e a objetividade. Este conceito já é suficiente para mudar nossa visão sobre a estruturação do psiquismo, a clínica, a compreensão dos fenômenos culturais, a vida. Ele denominou essa área de espaço potencial: nem dentro e nem fora - entre - a área da ilusão em um primeiro momento, depois das experiências e dos fenômenos transicionais e, mais tarde, da experiência cultural (interessou-se em como a cultura e seus diferentes símbolos auxiliam o indivíduo a encontrar-se e realizar-se).
Ao aceitar a terceira área do viver, podemos considerar que a aprendizagem ocorre aí. Antes de ser capaz de aprender com o intelecto, o ser tem um longo percurso pela frente, que envolve a questão da subjetividade, o encontro com o ambiente, a constituição do self, da psique, do corpo. Tudo isso acontece muito antes de poder usar sua capacidade intelectual.


Seguem aqui algumas dicas de fontes eletrônicas e fontes bibliográficas, que ajudarão no começo.
Boa pesquisa, boas leituras e bom trabalho!

FONTES BIBLIOGRÁFICAS
WINNICOTT, Donald Woods. O brincar e a realidade. Rio de Janeiro, Imago, 1975.
_____________________ Os bebês e suas mães. São Paulo, Martins Fontes, 1988.
_____________________ Natureza humana. Rio de Janeiro, Imago, 1990.

FONTES ELETRÔNICAS - INTERNET

CALDWELL, Lesley. Do Objeto ao Espaço e a Natureza desta Transição. In Winnicott e-Prints eletronic version. Série 2, vol. 2, n. 1, 2007. Tradução de Katia Gomes. ISS 1679-432X.
(
http://www.centrowinnicott.com.br/winnicott_eprint/uploads/bd443aca-42ad-9944.doc)

FORLENZA NETO, Orestes. As principais contribuições de Winnicott à prática clínica. In Revista Brasileira de Psicanálise [online]. mar. 2008, vol.42, no.1, p.82-88. ISSN 0486-641X.
(
http://pepsic.bvs-psi.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0486-641X2008000100009&lng=pt&nrm=iso)
FRANCO, Sérgio de Gouvêa. O brincar e a experiência analítica. In Ágora: Estudos em Teoria Psicanalítica. Rio de Janeiro, vol.6 nº1; Jan./Junho 2003.
(http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1516-14982003000100003#n5)

GARCIA, Claudia Amorim. O conceito de ilusão em psicanálise: estado ideal ou espaço potencial? Estud. psicol. (Natal), Natal, v. 12, n. 2, p.169-175, Ago. 2007.
doi: 10.1590/S1413-294X2007000200009
(http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-294X2007000200009&lng=pt&nrm=iso)

GURFINKEL, Decio. O carretel e o cordão. In Percurso, ano IX, n. 17, 1996 - 2º semestre. Versão eletrônica (http://www2.uol.com.br/percurso/main/pcs17/p17_13.htm)

HARTKE, Raul. A experiência do brincar e o espaço analítico na psicanálise de adultos. In Revista de Psicanálise da Sociedade Psicanalítica de Porto Alegre, ano 2006, vol. XIII, nº 2. Versão eletrônica. (http://www.sppa.org.br/sumarios/vol_38/06.php)

LESCOVAR, Gabriel Zaia. As consultas terapêuticas e a psicanálise de D. W. Winnicott. Estud. psicol. (Campinas) [online]. 2004, vol.21, n.2, pp. 43-61. ISSN 0103-166X. doi: 10.1590/S0103-166X2004000200004. (http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0103-166X2004000200004&lng=pt&nrm=iso)

LINS, Maria Ivone Accioly. O mistério de Hamlet. Natureza Humana Jan.-Jun. 20024(1): 33-57. ISSN 1517-2430.
(http://www.centrowinnicott.com.br/downloads/lins1.pdf)

LUZ, Rogerio. Winnicott: a poesia e a realidade. Natureza Humana Dez./ 2006, vol.8, no.2, pp. 315-335. ISSN 1517-2430.
(http://pepsic.bvs-psi.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-24302006000200003&lng=pt&nrm=iso)

MAZZOLINI, Beatriz Pinheiro Machado. Rabiscando para ser: do si mesmo para o papel. Jun./ 2007, vol.13, no.14, pp. 493-509. ISSN 1413-666X.
(http://pepsic.bvs-psi.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-666X2007000100023&lng=pt&nrm=iso)

OLIVEIRA, Luciana L. Brasil de. Subjetivação e Criatividade – a brincadeira winnicottiana. IV Encontro Latino Americano dos Estados Gerais da Psicanálise, no Instituto Sedes Sapientiae, em São Paulo, dias 4, 5 e 6 de novembro de 2005. In Estados Gerais da Psicanálise.
(http://www.estadosgerais.org/encontro/IV/PT/trabalhos/Luciana_Brasil_de_Oliveira.pdf)

OLIVEIRA, Márcia Campos de. Brincar: Mutualidade em Jogo. In Winnicott e-Prints eletronic version. Série 2, vol.1, n. 2, 2006. ISS 1679-432X.
(http://www.centrowinnicott.com.br/winnicott_eprint/uploads/bd445ead-66d2-d9a5.doc)

OUTEIRAL, José. Espaço e Limite – A Clínica da Transicionalidade. In Jose Outeiral – Artigos – Texto eletrônico.
(http://www.joseouteiral.com/textos/J.Outeiral%20-%20Espaco%20e%20Limite.DOC)