quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

Valores e aprendizados não tiram férias

Por Içami Tiba

Os filhos não podem fazer nas férias o que não poderiam fazer em um final de semana, em uma viagem, em qualquer lugar, com qualquer pessoa, principalmente no que se referem aos valores, como respeitar o próximo e fazer-se respeitar por ele, cumprir as regras sociais e familiares, cuidar e preservar a saúde e a segurança, praticar a cidadania familiar etc.

O que tira férias são as frequências às aulas, com os seus conteúdos e deveres psicopedagógicos, juntamente com o relacionamento professor-aluno, e não o viver com qualidade e o constante aprendizado da vida para sermos pessoas de "alta performance".

Mesmo chocando uns, há outros pais que querem tirar férias dos filhos pequenos porque precisam descansar, descontrair, fazer uma viagem, dar um tempo na rotina profissional e até mesmo dos filhos que não lhes dão sossego. Adultos quando chegam aos lares querem paz, e, crianças, querem pais. Todavia, não seria de se estranhar se estes filhos quisessem "se ver livres" destes pais cansados e também tão cansativos.

Adultos há que se permitem fazer em viagens, na praia, no clube ou quando estão de passagem em algum lugar o que não fariam em casa: jogar papel na sala, atirar pela janela latas e garrafas de bebidas (cascas de frutas, sacos de papel) no seu próprio jardim, deixar banheiro sujo, cuspir no tapete, fazer as necessidades nos cantos dos quartos etc. Estes adultos não estão tirando férias da sua casa, mas dando férias à educação e à civilidade. Importantes valores devem acompanhar as pessoas como se fossem a própria alma estejam onde e com quem estiverem.
Estes pais estão financiando a falta de educação, o desrespeito ao próximo, a depredação e o uso pirata do seu mundo e a negligência com os deveres sociais aos seus filhos.

Portanto, é na convivência com os filhos que os pais mostram como se comportar civilizadamente em qualquer lugar. Reforço aqui a importância da prática doméstica da educação pela cidadania familiar: ninguém pode fazer em casa o que não poderá fazer fora de casa e todos devem praticar em casa o que deverão fazer na sociedade.

A cidadania familiar nunca tira férias. Mesmo que um filho esteja de férias, longe dos pais, ele não deve fazer o que aprendeu em casa que não pode fazer: experimentar drogas é um exemplo. 

Içami Tiba

Içami Tiba é psiquiatra e educador. Escreveu "Família de Alta Performance", "Quem Ama, Educa!" e mais 25 livros.
Site: www.tiba.com.br

domingo, 31 de janeiro de 2010

Volta às aulas, cuidado com o Bullying!!!

A crônica a seguir, escrita por Rubem Alves, explica bem a situação na qual alguns jovens e crianças, infelizmente, se encontram, no Brasil.
Pais e educadores, abram os olhos cedo, não esperem para agirem, observem atentamente seus filhos, às vezes eles não têm coragem para contar, mas seus atos e comportamentos falam por eles.
Vamos juntos lutar contra esse mal chamado "Bullying"!



A forma escolar de tortura

Eu fui vítima dele. Por causa dele odiei a escola. Nas minhas caminhadas passadas eu o via diariamente. Naquela adolescente gorda de rosto inexpressivo que caminhava olhando para o chão. E naquela outra, magricela, sem seios, desengonçada, que ia sozinha para a escola. Havia grupos de meninos e meninas que iam alegremente, tagarelando, se exibindo, pelo mesmo caminho... Mas eles não convidavam nem a gorda e nem a magricela. Dediquei-me a escrever sobre os sofrimentos a que as crianças e adolescentes são submetidos em virtude dos absurdos das práticas escolares. Mas nunca pensei sobre os sofrimentos que colegas infligem a colegas seus. Talvez eu preferisse ficar na ilusão de que todas as crianças e todos os adolescentes são vítimas. Não são. Crianças e adolescentes podem ser cruéis.
“Bullying” é o nome dele. Fica o nome inglês porque não se encontrou palavra em nossa língua que seja capaz de dizer o que “bullying” diz. “Bully” é o valentão: um menino que, em virtude de sua força e de sua alma deformada pelo sadismo tem prazer em intimidar e bater nos mais fracos. Vez por outra as crianças e adolescentes brigam em virtude de desentendimentos. São brigas que têm uma razão. Acidentes. Acontecem e pronto. Não é possível fazer uma sociologia dessas brigas. Depois da briga os briguentos podem fazer as pazes e se tornarem amigos de novo. Isso nada têm a ver com o “bullying”. No “bullying” um indivíduo, o valentão, ou um grupo de indivíduos, escolhe a sua vítima que vai ser o seu “saco de pancadas”. A razão? Nenhuma. Sadismo. Eles “não vão com a cara” da vítima. É preciso que a vítima seja fraca, que não saiba se defender. Se ela fosse forte e soubesse se defender a brincadeira não teria graça. A vítima é uma peteca: cada um bate e ela vai de um lado para outro sem reagir. Do “bulling” pode-se fazer uma sociologia porque envolve muitas pessoas e tem continuidade no tempo. A cada novo dia, ao se preparar para a escola, a vítima sabe o que a aguarda. Até agora tenho usado o artigo masculino – mas o “bullying” não é monopólio dos meninos. As meninas usam outros tipos de força que não a força dos punhos. E o terrível é que a vítima sabe que não há jeito de fugir. Ela não conta aos pais, por vergonha e medo. Não conta aos professores porque sabe que isso só poderá tornar a violência dos colegas mais violenta ainda. Ela está condenada à solidão. E ao medo acrescenta-se o ódio. A vítima sonha com vingança. Deseja que seus algozes morram. Vez por outra ela toma providências para ver seu sonho realizado. As armas podem torná-la forte.
Freqüentemente, entretanto, o “bullying” não se manifesta por meio de agressão física mas por meio de agressão verbal e atitudes. Isolamento, caçoada, apelidos.
Aprendemos dos animais. Um ratinho preso numa gaiola aprende logo. Uma alavanca lhe dá comida. Outra alavanca produz choques. Depois de dois choques o ratinho não mais tocará a alavanca que produz choques. Mas tocará a alavanca da comida sempre que tiver fome. As experiências de dor produzem afastamento. O ratinho continuará a não tocar a alavanca que produz choque ainda que os psicólogos que fazem o experimento tenham desligado o choque e tenham ligado a alavanca à comida. Experiências de dor bloqueiam o desejo de explorar. O fato é que o mundo do ratinho ficou ordenado. Ele sabe o que fazer. Imaginem agora que uns psicólogos sádicos resolvam submeter o ratinho a uma experiência de horror: ele levará choques em lugares e momentos imprevistos ainda que não toque nada. O ratinho está perdido. Ele não tem formas de organizar o seu mundo. Não há nada que ele possa fazer. Os seus desejos, eu imagino, seriam dois. Primeiro: destruir a gaiola, se pudesse, e fugir. Isso não sendo possível, ele optaria pelo suicídio.
Edimar era um jovem tímido de 18 anos que vivia na cidade de Taiúva, no estado de São Paulo. Seus colegas fizeram-no motivo de chacota porque ele era muito gordo. Puseram-lhe os apelidos de “gordo”, “mongolóide”, “elefante-cor-de-rosa” e “vinagrão”, por tomar vinagre de maçã todos os dias, no seu esforço para emagrecer. No dia 27 de janeiro de 2003 ele entrou na escola armado e atirou contra seis alunos, uma professora e o zelador, matando-se a seguir.
Luis Antônio, garoto de 11 anos. Mudando-se de Natal para Recife por causa do seu sotaque passou a ser objeto da violência de colegas. Batiam-lhe, empurravam-no, davam-lhe murros e chutes. Na manhã do dia fatídico, antes do início das aulas, apanhou de alguns meninos que o ameaçaram com a “hora da saída”. Por volta das dez e meia, saiu correndo da escola e nunca mais foi visto. Um corpo com características semelhantes ao dele, em estado de putrefação, foi conduzido ao IML para perícia.
Achei que seria próprio falar sobre o “bullying” na seqüência do meu artigo sobre o tato que se iniciou com esta afirmação: O tato é o sentido que marca, no corpo, a divisa entre Eros e Tânatos. É através do tato que o amor se realiza. É no lugar do tato que a tortura acontece. “Bullying” é a forma escolar da tortura.

por Rubem Alves
Site do autor: www.rubemalves.com.br 

sábado, 30 de janeiro de 2010

Perfeição

Tudo o que o Legião transmite nessa música é digno de reflexão, pois apesar dessa música ter sido lançada no álbum Descobrimento do Brasil em 1993, sua letra continua atual até hoje!

Legião Urbana
Composição: Renato Russo, Dado Villa-Lobos e Marcelo Bonfá


Vamos celebrar
A estupidez humana
A estupidez de todas as nações
O meu país e sua corja
De assassinos
Covardes, estupradores
E ladrões...
Vamos celebrar
A estupidez do povo
Nossa polícia e televisão
Vamos celebrar nosso governo
E nosso estado que não é nação...
Celebrar a juventude sem escolas
As crianças mortas
Celebrar nossa desunião...
Vamos celebrar Eros e Thanatos
Persephone e Hades
Vamos celebrar nossa tristeza
Vamos celebrar nossa vaidade...
Vamos comemorar como idiotas
A cada fevereiro e feriado
Todos os mortos nas estradas
Os mortos por falta
De hospitais...
Vamos celebrar nossa justiça
A ganância e a difamação
Vamos celebrar os preconceitos
O voto dos analfabetos
Comemorar a água podre
E todos os impostos
Queimadas, mentiras
E seqüestros...
Nosso castelo
De cartas marcadas
O trabalho escravo
Nosso pequeno universo
Toda a hipocrisia
E toda a afetação
Todo roubo e toda indiferença
Vamos celebrar epidemias
É a festa da torcida campeã...
Vamos celebrar a fome
Não ter a quem ouvir
Não se ter a quem amar
Vamos alimentar o que é maldade
Vamos machucar o coração...
Vamos celebrar nossa bandeira
Nosso passado
De absurdos gloriosos
Tudo que é gratuito e feio
Tudo o que é normal
Vamos cantar juntos
O hino nacional
A lágrima é verdadeira
Vamos celebrar nossa saudade
Comemorar a nossa solidão...
Vamos festejar a inveja
A intolerância
A incompreensão
Vamos festejar a violência
E esquecer a nossa gente
Que trabalhou honestamente
A vida inteira
E agora não tem mais
Direito a nada...
Vamos celebrar a aberração
De toda a nossa falta
De bom senso
Nosso descaso por educação
Vamos celebrar o horror
De tudo isto
Com festa, velório e caixão
Tá tudo morto e enterrado agora
Já que também podemos celebrar
A estupidez de quem cantou
Essa canção...
Venha!
Meu coração está com pressa
Quando a esperança está dispersa
Só a verdade me liberta
Chega de maldade e ilusão
Venha!
O amor tem sempre a porta aberta
E vem chegando a primavera
Nosso futuro recomeça
Venha!
Que o que vem é Perfeição!...

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Dica de Turismo - Paraty

AVISO
Muito bem, vale lembrar que Paraty é prá quem gosta de Natureza, mato, sossego, abraçar a árvore, dormir cedo, levantar cedo, porque chove e só é possível aproveitar os passeios na parte da manhã, é pra quem quer descansar, desestressar, lá não tem agito, o máximo do agito é um bom (mas às vezes nem tanto) cantor num barzinho /  restaurante com comida boa, à noite. Como o Café Paraty que fica na Rua do Comércio que é uma das principais no centrinho, o local é bem modernoso, é interessante, porque quando a porta fecha parece que você voltou pro século XXI e para os confortos???, agitos e "sons" da vida moderna, não me lembro bem, mas dependendo da época, acho que é bom fazer reserva, caso contrário tem fila de espera (SIC), mas peraí, prá pegar fila fica em Sampa, né?


Em Paraty chove muito, então tem que tomar cuidado com pousadas antigas, mofadas e empoeiradas.
Prá quem quer saber mais a respeito de Paraty, estes sites são muito bons: http://www.paraty.tur.br/turismo/duvidas.php e http://www2.uol.com.br/paraty

Avisos dados vamos às dicas:

POUSADAS
Gosto muito da Pousada da Condessa (http://www.pousadadacondessa.com.br) já fiquei lá 3 vezes, tem diárias para todos os bolsos. Mas tem que ligar bem antes prá conseguir lugar.
É boa com e sem filhos, na verdade, é excelente para quem tem filhos - piscina adulto e infantil (2 tamanhos, sala de vídeo, copa da mamãe, cardápio no restaurante adequado para crianças) costumava ser muito boa, fica perto do centro, o suficiente para ir a pé. Tem um restaurante muito bom. Piscina. Ar e ventilador teto e uma antesala com cama para o(s) pimpolho(s) dormir(em).

Hospedei-me na Naus de Paraty (http://nausdeparaty.com.br) é mais longinha, é boa sem filho, preferencialmente, mas se tiver filho também dá. Mas é para pouquíssimo tempo, porque não tem restaurante, é só café da manhã (uma delícia por sinal), o atendimento é muito bom, tem piscina e ventilador teto, mas dá prá ouvir o barulho dos aptos. vizinhos, como por exemplo, aquele pessoal que adora chegar dos passeios noturnos às 2:35h da manhã e ainda praticar uma boa e saudável confraternização sexual (nada contra).

Já fiquei também no Hotel Perequê (http://www.hotelpereque.com.br) é uma pousada um pouco mais rústica, com bastante verde (atrai bastante estrangeiros), tem piscina grande e boa, ar e ventilador de teto, mas  não tem restaurante, em compensação o café da manhã é bem completo e saboroso; e sempre dá para ir jantar no restaurante da pousada da Condessa que é pertinho, dá prá ir a pé e é aberto aos não hóspedes.

Tem também a Pousada do Príncipe (http://www.pousadadoprincipe.com.br) que fica bem no limiar do Centro, no meio da muvuca, então prá sair com o carro já é mais complicado, porque no centro, centro mesmo não pode entrar carro  e os estacionamentos para guardar o carro são carésimos...
Nunca fiquei lá, porque não consegui vaga, é muito concorrido, mas fui conhecer o Hotel, inclusive os aptos e gostei do que vi.

Sempre chove em Paraty, tipo assim: quase todo dia.
Deve-se levar capa de chuva e guarda chuva para sair a noite e aproveitar o centro porque vale a pena.
Aliás, a chuva noturna é uma benção, porque quando o tempo fica muito seco o centro fica fedendo cocô, por causa do sistema de esgoto do tempo do Brasil Colônia.

A culinária local é excelente, qualquer prato com banana frita, é muito bom!!!! Mas cuidado! com os preços!! Tem restaurante que é renomado com chefs famosos e consequentemente a comida é cara, então é melhor verificar o cardápio antes de entrar e se quiser muito jantar em algum restaurante pitoresco, às vezes é bom fazer reserva antes.

Primeiro item da lista a ser separado para colocar na mala: protetor elétrico bivolt contra insetos e deixar ligado na tomada dia e noite, fechar as janelas ao entardecer (não deixar nenhuma frestinha) para poder dormir bem, à noite; livre dos pernilongos, muriçocas e afins...

Não deve faltar na sua mala:
- Papete com boa aderência para caminhadas nas cachoeiras, 2 pares de tênis de lona que possam molhar para caminhadas nas trilhas, chinelos tipo havaianas coloridas e lindas, com alças que sustentem bem para ir ao centro.
- Protetor solar (muito), melhor sobrar do que faltar, porque se tiver que comprar lá , custa o dobro, eles enfiam a faca, seja no supermercado, no mercadinho ou nas farmácias, ou lojinhas diversas.
- Repelente (litros) de todos os tipos, em creme  pra passar na pele e em spray prá passar por cima da roupa.
- Lysoform spray (prá passar em armários e portas que às vezes ficam com cheiro de mofo...)
- Bonés e chapéus (vários, porque eles molham e não secam de um dia pro outro).
- Roupas confortáveis pros passeios camisetas e calças leggins, por causa do mato; sempre levar toalhas e trocas de roupas, porque se não chover durante o passeio, você cai e se suja na lama ou se molha...
- Se tiver filho ou mesmo se não tiver, leve um lanchinho extra para os passeios porque nem sempre tudo aquilo que eles falam que será servido é servido e o tempo nem sempre pode ser respeitado afinal, imprevistos acontecem e o passeio acaba demorando 1 ou 2 horas a mais do que o planejado pra acabar e ninguém merece ficar ouvindo filho chorar porque está com fome, principalmente quando o filho não é seu!!

Não deve haver na sua mala
- Salto alto, nem sandália plataforma em hipótese alguma, o piso do centro é do tempo do Brasil Colônia todo irregular e prá escorregar nas pedras (porque chove...) ou torcer o pé nos buracos e torcer o pescoço mesmo, é um pulinho!!!


PASSEIOS
Deve-se fazer pelo menos 1 passeio de escuna com pontos de mergulho de Snorquel, mesmo não sabendo mergulhar, o povo da escuna explica e o hotel te ajuda a contratar o passeio, o preço é o mesmo. Se tiver o próprio Snorquel é melhor né, mas se não tiver eles emprestam...daí deixa o nojinho de lado e manda brasa, porque os passeios vão até pontos de mergulho considerados como sendo um dos melhores do Brasil, pela visibilidade, beleza e biodiversidade marinha.
É valido contratar em Paraty um passeio de escuna que sai de Angra dos Reis (você deve ir dirigindo até Angra - o passeio sai de lá às 9:00h se eu não me engano) e vai até a Ilha Grande, é bastante bonito e legal. Se não conseguir contratar o passeio em Paraty mesmo, é só ir direto até Angra e contratar lá, tem um monte de placas indicativas de onde saem os passeios e de onde estacionar,  é bem fácil achar e chegar.
Apesar de famoso, o bairro de Trindade virou antro de comunidades alternativas demais e outras comunidades afins... e o local nem está mais tão bonito assim, vale a pena ir mas só prá dar uma passadinha e conhecer, mas cuidado, no final de semana tem trânsito e fica lotado, fuja!!!! Prá pegar trânsito, saia de casa numa sexta-feira chuvosa pegue a 23 de maio sentido centro às 8:15h.
Em Paraty, no final de semana, prefira ir sentido norte, como quem vai para Angra dos Reis, porque lá tem duas praias muito boas que são: São Gonçalo e São Gonçalinho, porque em uma delas você paga pros barcos da praia te levarem até a ilha em frente, com praia de águas calmas quentes e cristalinas, é bem pequenina, mas que tem uma infraestrutura boa para almoço, e lembre-se, volte antes da chuva!

A rota do ouro é tudo de bom, inclusive por causa dos restaurantes rústicos e deliciosos que há para esses lados. A Fazenda Murycana que tem um Alambique e restaurante colonial pode ser conhecida sem necessidade de se contratar um passeio via hotel ou agência e é muito boa. (http://www.paraty.com.br/murycana)
Passeios às cachoeiras e trilhas à cavalo, de jeep ou à pé são obrigatórias.
As praias melhores ficam nas ilhas.
Os hotéis têm as dicas de passeios.
Os melhores souvenirs são pimenta biquinho, cachaças variadas, licores e doces caseiros (o de goiaba é obrigatório). Como lá sempre tem muito estrangeiro, cuidado com os preços.
O pessoal local (Paraty) é bastante hospitaleiro, acolhedor e prestativo, então ela não terá problemas em descobrir os cantinhos interessantes.
Gente! Não é porque chove muito que tudo é uma merda em Paraty, porque não é, sou chatérrima e amo Paraty de paixão!!! Se pudesse, voltaria todo ano.
É só passar repelente antes de sair do quarto que os bichos não vão te comer viva, como em qualquer outro lugar que tem mato e rio.
Tem que ter espírito aventureiro, se quiser pousada pé na areia tem que ir prá outro lugar, porque as praias da cidade não são tão bonitas assim, mas em compensação as que estão ao sul e ao norte....são de tirar o fôlego...tudo é lindo!!!
Tinha dias que só estávamos nós três (eu, meu marido e minha filha) na praia deserta, um verdadeiro paraíso!!!
Paraty vale a pena prá quem tem energia e espírito aventureiro com e sem frescura, com e sem filhos (de qualquer idade), mas com bom senso... os hospitais mais próximos ficam em Ubatuba ou em Angra (40km).
E como os hotéis são muito bons, dá prá pegar uns dois ou três dias ou intercalar um dia pesado / cansativo com um dia no hotel, na beirada da piscina, lendo um livro....escutando os grilinhos cricrilando e os passarinhos cantando e os sapinhos coaxando (lá longe)...
beijos.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009